Elmar Juan Passos Varjão Bomfim mostra que reformar pode ser mais inteligente do que reconstruir

Diego Rodríguez Velázquez
5 Min de leitura
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

A recuperação estrutural deixou de ser vista apenas como uma medida corretiva para ganhar protagonismo nas decisões estratégicas da construção civil, informa Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, ex-presidente da OAS e CEO da André Guimarães Engenharia. Em um setor em que prazo, custo e eficiência operacional pesam diretamente no sucesso dos empreendimentos, avaliar se vale mais a pena recuperar ou reconstruir tornou-se uma escolha técnica relevante. 

Para saber mais, confira o artigo a seguir!

Quando a recuperação estrutural realmente se torna a melhor escolha?

Nem toda estrutura que apresenta desgaste precisa ser demolida. Muitas vezes, problemas como fissuras, infiltrações, corrosão de armaduras ou perda parcial de desempenho podem ser resolvidos com intervenções específicas, devolvendo segurança e funcionalidade ao ativo. A engenharia estrutural atual dispõe de tecnologias e metodologias capazes de prolongar a vida útil de edificações sem a necessidade de reconstruções completas.

Essa escolha se torna ainda mais estratégica em ambientes corporativos, industriais e comerciais, em que interromper operações representa custos expressivos. Em vez de optar automaticamente pela demolição, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim informa que muitas empresas avaliam se a recuperação estrutural entrega melhor custo-benefício, menor impacto operacional e prazos mais competitivos, especialmente quando a base estrutural ainda apresenta condições adequadas de reaproveitamento.

O que a engenharia estrutural considera antes dessa decisão?

A decisão entre recuperar ou reconstruir não deve partir de impressões superficiais. A engenharia estrutural trabalha com diagnóstico técnico detalhado, incluindo inspeções, ensaios, análise da capacidade resistente e avaliação da vida útil remanescente da estrutura. Só com esse levantamento é possível entender se a recuperação será segura, economicamente viável e compatível com as exigências operacionais do empreendimento.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim atua em um segmento em que decisões técnicas mal fundamentadas podem gerar prejuízos significativos. Em projetos de engenharia e infraestrutura, reconstruir por impulso pode significar desperdício de recursos, aumento desnecessário do cronograma e impacto direto sobre a operação. A lógica moderna exige decisões guiadas por dados, não por percepção imediata.

Recuperar pode ser financeiramente mais vantajoso?

Em muitos casos, sim. Reconstruir integralmente uma estrutura envolve custos que vão muito além da nova obra. Demolição, descarte de resíduos, reaprovações, mobilização de equipes, novos materiais e paralisação operacional ampliam consideravelmente o investimento necessário. O custo indireto, muitas vezes ignorado no início, pode transformar a reconstrução em uma escolha menos eficiente.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

A recuperação estrutural permite atuação mais cirúrgica. Em vez de substituir tudo, corrige-se exatamente o que compromete desempenho e segurança. Esse modelo costuma ser especialmente vantajoso em galpões logísticos, empreendimentos comerciais, plantas industriais e edifícios corporativos, onde tempo de inatividade impacta receita e produtividade. A engenharia contemporânea valoriza justamente esse tipo de racionalidade econômica.

Como a sustentabilidade influencia esse cenário?

A construção civil vive pressão crescente por práticas mais sustentáveis, e isso também influencia decisões estruturais. Recuperar uma estrutura existente reduz descarte de materiais, diminui consumo de recursos naturais e evita parte significativa das emissões associadas a uma reconstrução integral. Por isso, a recuperação estrutural passou a ser vista também como uma estratégia ambientalmente responsável.

A engenharia moderna entende que sustentabilidade não está apenas em construir novos empreendimentos mais eficientes, mas também em reaproveitar ativos já existentes sempre que houver viabilidade técnica. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim está inserido em um setor que acompanha essa transformação, no qual soluções como o retrofit, um  processo de modernização e atualização técnica de estruturas existentes, o reforço estrutural e a requalificação ganharam espaço entre empresas que buscam equilíbrio entre desempenho operacional, responsabilidade ambiental e controle de custos. 

A decisão mais inteligente depende do diagnóstico

Não existe resposta automática para todos os casos. Algumas estruturas realmente exigem substituição completa, enquanto outras podem ser plenamente recuperadas com intervenções técnicas adequadas. O ponto central está na capacidade de realizar um diagnóstico preciso e tomar decisões baseadas em engenharia, não apenas em percepção visual ou pressa operacional.

Dentro desse universo, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim aparece associado a um setor em que decisões estruturais exigem visão estratégica, leitura técnica e foco em eficiência. A construção civil evoluiu justamente porque passou a valorizar escolhas mais inteligentes. Em muitos cenários, reformar com critério técnico pode ser mais vantajoso, sustentável e economicamente sólido do que simplesmente começar tudo do zero.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Compartilhe esse artigo
Deixe um comentário

Deixe um comentário