Muitas mulheres relatam, durante a transição menopausal, a sensação de que o corpo passou a responder de forma completamente diferente à mesma rotina de alimentação e treino mantida por anos. Lucas Peralles, nutricionista esportivo e fundador do Método LP, revela que essa percepção não é imaginação, mas reflexo de mudanças hormonais profundas que aceleram a perda de massa muscular e redistribuem a gordura corporal de forma bastante específica nesse período da vida.
Estudos publicados em periódicos como o Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle mostram que a queda nos níveis de estrogênio associada à menopausa coincide com aumento expressivo na prevalência de sarcopenia, a perda progressiva de massa e função muscular relacionada à idade. Diante desse panorama, tratar a menopausa apenas como uma fase de ajustes hormonais pontuais, sem considerar seu impacto direto na composição corporal, significa ignorar um dos períodos mais decisivos para a saúde metabólica de longo prazo na vida de uma mulher.
Se você está interessado em saber mais sobre esses efeitos, leia o artigo a seguir e confira!
Por que a queda hormonal afeta tão diretamente a massa muscular?
Pesquisas recentes indicam que hormônios como testosterona e progesterona, e não apenas o estrogênio, desempenham papel direto na estimulação da síntese proteica muscular em mulheres na pós-menopausa. Estudos publicados nos últimos anos mostraram que mulheres nessa fase apresentam resposta anabólica muscular reduzida, mesmo diante de treino de força e alimentação adequada, sugerindo que o próprio ambiente hormonal dificulta parcialmente a construção e manutenção de tecido muscular.
Ao mesmo tempo, análises de composição corporal ao longo da transição menopausal revelam perda de massa magra combinada a aumento de gordura abdominal, mesmo em mulheres que não apresentam ganho significativo de peso total na balança. Tal como informa Lucas Peralles, esse detalhe explica por que tantas pacientes relatam mudança visível na forma do corpo durante essa fase, mesmo sem alteração expressiva no peso registrado, um padrão frequentemente discutido durante avaliações realizadas na Clínica Peralles.
Essa mudança afeta apenas a estética ou também a saúde de longo prazo?
Estudos de acompanhamento de longo prazo mostram que a maior perda de massa magra durante a transição menopausal está associada a menor densidade mineral óssea e maior risco de fraturas nos anos seguintes, revelando que essa mudança de composição corporal tem implicações que vão muito além da aparência física. Esse achado reforça a importância de tratar a preservação muscular durante a menopausa como prioridade de saúde, e não apenas como preocupação estética isolada.

Na avaliação de Lucas Peralles, esse é um dos motivos pelos quais o acompanhamento nutricional de mulheres nessa fase da vida precisa necessariamente incluir estratégias específicas de treinamento de força e ingestão proteica adequada, muito além das recomendações genéricas aplicadas a outras faixas etárias. Conforme explica o fundador do Método LP, revisões sistemáticas recentes mostram que programas de treinamento de força bem estruturados produzem melhorias consistentes na composição corporal de mulheres na pós-menopausa, mesmo diante do ambiente hormonal desafiador dessa fase.
Existe uma estratégia nutricional específica para esse momento da vida?
Diante da resposta anabólica muscular reduzida, característica dessa fase, muitos pesquisadores sugerem que mulheres na pós-menopausa podem se beneficiar de ingestão proteica ligeiramente superior à recomendação padrão utilizada para adultos mais jovens, combinada a treino de força regular como estratégia central, e não apenas complementar. Estudos recentes também têm investigado o papel de suplementos específicos, como a creatina, como estratégia adicional de suporte à manutenção muscular nessa população.
Esse detalhe, frequentemente ignorado em orientações nutricionais genéricas, reforça, segundo Lucas Peralles, a importância de um acompanhamento verdadeiramente individualizado para mulheres nessa fase da vida. Na prática da Clínica Peralles, essa individualização envolve ajustar tanto a quantidade quanto a distribuição de proteína ao longo do dia, respeitando particularidades hormonais que simplesmente não existiam da mesma forma antes da transição menopausal.
Como essa compreensão transforma a experiência da menopausa para tantas mulheres?
Entender que as mudanças corporais da menopausa têm base fisiológica sólida, e não relação com falta de esforço ou disciplina, muda completamente a forma como muitas mulheres encaram essa fase da vida. Em vez de repetir estratégias que funcionavam antes da transição hormonal e se frustrar diante de resultados cada vez menores, torna-se possível construir uma abordagem adaptada à nova realidade fisiológica do corpo.
Para o fundador do Método LP, oferecer esse tipo de compreensão baseada em evidência é um dos aspectos mais valiosos do acompanhamento realizado na Clínica Peralles junto a mulheres na pós-menopausa. De acordo com Lucas Peralles, o objetivo nunca é lutar contra o próprio corpo, mas compreender profundamente suas novas necessidades, permitindo que a recomposição corporal sustentável continue sendo possível mesmo diante de um cenário hormonal completamente diferente daquele vivido em décadas anteriores.