Corrida global por inteligência artificial deve movimentar US$ 2,59 trilhões em 2026 e beneficia o Brasil

Diego Rodríguez Velázquez
4 Min de leitura
Corrida global por inteligência artificial deve movimentar US$ 2,59 trilhões em 2026 e beneficia o Bras

Segundo a consultoria Gartner, mais de 45% dos investimentos globais em IA vão para infraestrutura, acelerando a importação de data centers e semicondutores para o país.

Os investimentos globais em inteligência artificial devem alcançar US$ 2,59 trilhões em 2026, alta de 47% em relação ao ano anterior, segundo projeção da consultoria Gartner. Mais de 45% desse montante deve ser direcionado à infraestrutura necessária para suportar aplicações de IA, incluindo servidores, chips, redes e data centers, o que já está mudando rotas de comércio internacional de equipamentos tecnológicos.

Um fenômeno que já é logístico, não só tecnológico

A corrida global pela inteligência artificial deixou de ser apenas uma disputa de tecnologia para se tornar também um fenômeno logístico. A expansão acelerada de data centers, a crescente demanda por servidores de alta performance e o avanço da indústria de semicondutores vêm impulsionando o comércio internacional de equipamentos de alto valor agregado em rotas estratégicas para países como o Brasil.

O papel do Brasil nessa corrida

Esse cenário reforça o papel do país como principal polo latino-americano para investimentos em computação em nuvem, armazenamento de dados e aplicações de inteligência artificial. Na prática, isso significa mais chegada de equipamentos de ponta e mais projetos de data centers sendo anunciados em território nacional, à medida que empresas buscam se aproximar dos mercados consumidores da região.

O plano brasileiro para a inteligência artificial

Esse movimento não acontece isolado de uma estratégia local. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê R$ 23 bilhões em investimentos até 2028, com o objetivo declarado de transformar o país em referência no setor. A expectativa do governo é que o plano funcione como base para atrair também parte desses investimentos internacionais que hoje se concentram em poucos países.

Privacidade de dados entra na pauta junto com a inovação

O avanço da IA generativa no Brasil, com startups nacionais liderando iniciativas que vão da criação de conteúdo à automação de processos empresariais, também trouxe para o centro do debate a proteção de dados dos usuários. Brasil e União Europeia têm trabalhado em regulamentações mais rigorosas para conter o uso indevido de informações pessoais coletadas por esses sistemas, um movimento que tende a se intensificar à medida que mais empresas brasileiras adotam ferramentas de IA no dia a dia.

O que isso representa para empresas e consumidores

Para quem trabalha com tecnologia ou depende de serviços digitais no cotidiano, o recado prático desses números é que a infraestrutura de IA deixou de ser um projeto isolado de grandes empresas de tecnologia e passou a se espalhar por setores inteiros da economia brasileira. Acompanhar como o país vai equilibrar a atração desses investimentos com regras mais claras de proteção de dados deve ser um dos pontos centrais da pauta de tecnologia no restante de 2026.

Fontes:
Portal Information Management | BRA 1 | Prepara IA

Compartilhe esse artigo
Deixe um comentário

Deixe um comentário