A decisão de realizar uma cirurgia estética envolve não apenas fatores físicos, mas também aspectos emocionais e psicológicos, e Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, expõe que a avaliação do estado mental do paciente é parte essencial da segurança do procedimento.
Antes de tudo, é importante reconhecer que a motivação para a cirurgia influencia diretamente a satisfação com o resultado. Quando o desejo de mudança está associado a pressões externas, comparações constantes ou insatisfação generalizada com a própria imagem, o procedimento pode não resolver o desconforto emocional subjacente. Assim, identificar essas questões antes da cirurgia contribui para decisões mais conscientes e responsáveis.
Se você deseja compreender como esse aspecto ajuda a alinhar expectativas, este artigo é para você! Venha saber mais da importância do passo de avaliação antes de tomar qualquer decisão, confira agora.

Relação entre autoimagem e decisão cirúrgica
A forma como a pessoa percebe o próprio corpo afeta suas expectativas em relação ao procedimento. Em alguns casos, pequenas imperfeições são vivenciadas como grandes defeitos, gerando sofrimento desproporcional. Nesses contextos, a cirurgia pode não trazer o alívio esperado, pois a percepção distorcida da imagem corporal tende a persistir mesmo após a intervenção.
Além disso, pacientes com histórico de insatisfação crônica podem buscar múltiplos procedimentos em sequência, acreditando que a próxima cirurgia resolverá a frustração anterior. Neste sentido, Milton Seigi Hayashi apresenta que a avaliação psicológica ajuda a identificar padrões de comportamento que podem indicar necessidade de acompanhamento emocional antes de qualquer decisão cirúrgica.
Transtornos relacionados à imagem corporal
Existem condições psicológicas específicas, como o transtorno dismórfico corporal, nas quais o indivíduo apresenta preocupação excessiva com defeitos mínimos ou inexistentes. Nesses casos, a cirurgia estética não é indicada, pois tende a agravar o quadro emocional em vez de resolvê-lo, informa Hayashi.
Por esse motivo, o cirurgião deve estar atento a sinais de alerta durante a consulta, como expectativas irreais, foco exagerado em detalhes mínimos e dificuldade em aceitar explicações técnicas. O médico cirurgião plástico alude que o encaminhamento para avaliação especializada pode ser a conduta mais segura e ética.
Papel do diálogo na consulta médica
A consulta pré-operatória vai além da avaliação física, evidencia Milton Seigi Hayashi. Ela é o momento em que o profissional compreende as motivações, expectativas e contexto de vida do paciente. Por meio de perguntas abertas e escuta ativa, é possível identificar se o desejo pela cirurgia está alinhado com objetivos realistas e saudáveis.
O diálogo permite ainda, esclarecer limitações técnicas, riscos e tempo de recuperação, ajudando o paciente a tomar uma decisão mais fundamentada. Dessa maneira, a consulta se torna um espaço de construção conjunta da melhor estratégia de cuidado.
Impacto psicológico do pós-operatório
Outro ponto relevante é que o período pós-operatório pode ser emocionalmente desafiador. Inchaços, desconfortos e mudanças temporárias na aparência podem gerar ansiedade e insegurança, especialmente em pacientes que não estavam preparados para essas fases do processo.
Milton Seigi Hayashi demonstra que pacientes com maior equilíbrio emocional tendem a lidar melhor com as etapas de recuperação, respeitando o tempo necessário para o resultado final. Por isso, avaliar previamente a capacidade de enfrentamento do paciente também contribui para uma experiência mais positiva após a cirurgia.
Responsabilidade ética do cirurgião
A ética médica orienta que o procedimento só deve ser realizado quando houver benefício real para o paciente, considerando saúde física e mental. Portanto, a recusa em operar, quando motivada por preocupação psicológica, é uma forma de cuidado e não de negação de atendimento, ressalta Hayashi.
Junto a isso, a colaboração com profissionais de saúde mental fortalece a abordagem multidisciplinar e amplia a segurança do tratamento. Dessa forma, a cirurgia estética deixa de ser um ato isolado e passa a integrar um processo mais amplo de cuidado com o indivíduo.
Decisão consciente e resultados mais satisfatórios
Em síntese, a avaliação psicológica na cirurgia estética é um componente essencial para garantir que a decisão seja madura, segura e alinhada com o bem-estar do paciente. Ao considerar aspectos emocionais e comportamentais, reduz-se o risco de frustração, arrependimento e complicações associadas a expectativas irreais.
Como destaca o médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, o verdadeiro sucesso da cirurgia plástica não está apenas no resultado visual, mas na melhora global da qualidade de vida do paciente. Quando a decisão é tomada com equilíbrio emocional, informação e apoio profissional adequado, os benefícios do procedimento tendem a ser mais duradouros e satisfatórios.
Autor: Pall Shnider