Tiago Oliva Schietti explica como equipar o escritório em casa com consórcio, sem recorrer a juros

Santiago Belvano
5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

Tiago Oliva Schietti destaca que montar um home office funcional pode envolver custos que surpreendem muitos iniciantes no trabalho remoto. Itens como mesa ajustável, cadeira ergonômica, monitor adequado, computador atualizado e uma boa estrutura de internet representam um investimento considerável. Ele observa que o consórcio é uma alternativa pouco explorada para quem deseja planejar esse investimento sem recorrer a financiamentos com juros altos.

Diferentemente de outros segmentos mais tradicionais do sistema de consórcios, a estrutura de home office reúne itens de categorias distintas, como móveis, eletrônicos e equipamentos de informática, o que exige atenção especial na hora de escolher o grupo mais adequado, já que nem toda administradora trabalha com cartas de crédito que cobrem essa combinação específica de bens.

Por que o home office pede um planejamento diferente?

Ao contrário de uma compra por impulso, montar um espaço de trabalho eficiente costuma ser um processo gradual, no qual o profissional vai identificando necessidades ao longo do tempo, seja para melhorar a postura durante longas jornadas, seja para acompanhar exigências técnicas de determinado projeto ou função. Essa característica combina bem com a lógica do consórcio, que também pressupõe planejamento e paciência até a contemplação.

Tiago Oliva Schietti pondera que, para profissionais autônomos ou empresas que dependem diretamente da qualidade do ambiente de trabalho remoto para manter produtividade, vale a pena considerar o consórcio como parte de uma estratégia mais ampla de investimento na própria carreira, e não apenas como uma forma isolada de comprar móveis e eletrônicos.

Consórcio empresarial para equipar equipes remotas

Empresas que adotaram o modelo remoto ou híbrido também recorrem a essa modalidade, especialmente ao precisar equipar várias posições de trabalho simultaneamente para colaboradores que atuam de casa. Nesses casos, a lógica se aproxima da já discutida em relação ao consórcio empresarial de forma geral: previsibilidade de custo, ausência de juros e planejamento alinhado à expansão ou reestruturação do próprio negócio.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Para pequenas empresas com orçamento mais limitado, essa estratégia pode representar uma forma de padronizar a estrutura oferecida aos colaboradores remotos sem comprometer o capital de giro necessário para as operações do dia a dia.

O desafio da obsolescência tecnológica

Assim como discutido em relação a consórcios de informática de forma mais ampla, um ponto de atenção específico para quem monta um home office pelo sistema é a rapidez com que equipamentos de tecnologia se tornam ultrapassados. Um notebook ou monitor planejado hoje pode não representar mais o padrão ideal daqui a alguns anos, o que reforça a importância de escolher grupos com prazos mais curtos para essa categoria específica de bens.

O que avaliar antes de aderir?

Tal como aponta o empresário Tiago Oliva Schietti, antes de optar por um consórcio voltado à montagem de um home office, vale confirmar exatamente quais categorias de itens estão cobertas pela carta de crédito daquele grupo, avaliar se o prazo do consórcio é compatível com a velocidade de obsolescência dos equipamentos pretendidos e comparar o custo total dessa modalidade com alternativas de parcelamento direto no varejo, especialmente para itens de menor valor.

Um investimento que também influencia a produtividade

Vale lembrar que a qualidade do ambiente de trabalho tem impacto direto na produtividade e no bem-estar de quem trabalha de casa, especialmente em jornadas longas. Tiago Oliva Schietti pondera que, embora o consórcio exija paciência até a contemplação, o resultado final costuma justificar o planejamento, já que o profissional passa a contar com uma estrutura pensada de forma completa, em vez de ir comprando itens avulsos ao longo do tempo, muitas vezes sem a mesma coerência de projeto que um planejamento único proporciona.

Tiago Oliva Schietti resume que, à medida que o trabalho remoto se consolida como parte permanente da rotina de muitos profissionais e empresas brasileiras, cresce também o interesse por formas mais planejadas e menos onerosas de estruturar esse ambiente, e o consórcio se apresenta como uma dessas alternativas, desde que avaliado com a mesma atenção dedicada a qualquer outra decisão de crédito de médio prazo.

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